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dc.contributor.authorPinheiro Filho, Francisco de Paula-
dc.date.accessioned2016-01-26T11:22:38Z-
dc.date.issued1980-
dc.identifier.citationPINHEIRO FILHO, Francisco de Paula. Situação das arboviroses na Região Amazônica. Revista da Fundação Serviços de Saúde Pública, v. 25, n. 2, p. 37-43, 1980.pt_BR
dc.identifier.issn0304-2138-
dc.identifier.urihttp://patua.iec.gov.br/handle/iec/362-
dc.description.abstractEstudos realizados na Amazônia brasileira, de 1954 a 1979, revelaram a existência de 100 tipos diferentes de arbovlrus e de certos vlrus isolados de vertebrados, 76 dos quais são novos para o mundo ou para o Brasil. Dos 100 tipos acima, 78 pertencem a 19 grupos antigênicos, 3 são considerados Bunyamwera "unassigned" e os 19 restantes ainda não foram grupados. O grupo Phlebotomus fever é o mais numeroso, reunindo 10 membros; os grupos Bunyamwera e C possuem cada um 8 agentes e os grupos A, B, Guamá, Capim, Califórnia, Changuinola, Timbó, Anopheles A, Turlock, Simbu, Corri parta e outros mais congregam 7 ou menos agentes. De acordo com as suas propriedades flsico-qulmicas, 53 vlrus pertencem à famllia Bunyaviridae, 28 às famllias Togaviridae, Reoviridae, e Rhabdoviridae 2 à família Arenaviridae, 1 à Poxviridae e os demais não foram ainda classificados. Vinte e cinco dos 100 agentes são comprovadamente patogênicos para o homem, sendo capazes de produzir febre, febre com exantema, doença hemorrágica e encefalite. Todos os 25 agentes podem ocasionar quadros febris, contudo, o vlrus Oropouche é o principal responsável por tais quadros, tendo inclusive causado extensas epidemias durante as quais dezenas de milhares de pessoas foram infectadas; embora a doença possa apresentar certa gravidade, não se observou a ocorrência de óbitos. O vírus Mayaro é o único arbovlrus encontrado na região capaz de ocasionar quadro febril exantemático; na epidemia de Belterra, em 1978, observou-se que os pacientes exibiam artralgias intensas, particularmente nas articulações das extremidades. A febre amarela (FA) é a única arbovirose de caráter hemorrágico que ocorre na Amazô- nia; o vlrus mantém-se exclusivamente sob a forma silvestre e, anualmente verificam-se casos da doen- ça. Dos 3 arbovlrus responsáveis por encefal :te - os vlrus da encefalite eqüina leste (EEL), da encefalite eqüina oeste (EEO, e da encefalite de S. LuIs (SLE) -somente o último foi isolado de pessoas na Amazônia, que não apresentaram, todavia, sinais de encefalite. Anticorpos para os agentes em questão são encontrados em 1% a 5% das popula- ções da região, exceto na cidade de Cametá, onde a prevalência de anticorpos para o vlrus E E L é mais elevada. A manutenção dos arbovlrus na Amazônia se faz através de diversos ciclos, alguns complexos e ainda mal conhecidos, dos quais participam inúmeros vetores e hospedeiros vertebrados. A cadeia Haemagogus -primatas -Hamemagogus constitui o principal mecanismo de manutenção do vírus FA e, possivelmente, do vírus Mayaro, embora não se possa afastar a existência de outros mecanismos de persistência para esses agentes. É possível que Haemagogus atuem, igualmente, na transmissão do vírus Tacaíuma. As aves silvestres atuam como hospedeiros vertebrados dos vírus EEL, EEO, SLE, Turlock e, possivelmente, de outros mais. Roedores ou marsupiais são hospedeiros vertebrados dos vírus dos grupos C, Guamá, Capim, Tacaribe e de alguns do grupo Phlebotomus fever. Os vírus Oropouche e Utinga estão associados a preguiças, sendo que os primatas e, possivelmente, as aves silvestres, também participam do ciclo do Oropouche. Répteis estão envolvidos na manutenção dos membros do grupo Timbó e do vírus Marco, e os morcegos no ciclo de 3 vírus não grupados. Diversas espécies de mosquitos do gênero Culex são importantes vetores de arbovírus na Amazônia, bem como outras pertencentes aos gêneros Aedes, Psorophora, Sabethes, Wyeomyia e outros mais. O flebotomíneo Lutzomyia flaviscutellata provavelmente constitui o princip~1 transm issor do vírus Pacuí. Em seu ciclo urbano, o vírus Oropouche se propaga de homem a homem através da picada de Culicoides paraensis, atuando como vetor secundá- rio o mosquito Culex quinquefasciatus.pt_BR
dc.description.abstractStudies undertaken in the Amazon region between 1954 and 1979 revealed the presence of 100 types of arboviruses, and of certain other viruses isolated from vertebrates, 76 of which were entirely new. Of the 100 types, 78 belong to 19 anti. genic groups,3 are considered Bunyamwera "unassigned" and the remaining 19 are still ungrouped. The Phlebotomus fever group, with 10 members, is the most numerous; groups Bunyamwera and C each possess 8 agents and group A, B, Guamá, Capim, California, Changuinola, Timbó, Anopheles A, Turlock, Simbu,Co1"riparta and others include 7 viruses or less. According to their physico-chemical properties, 53 agents belong the Bunyaviridae family, 28 to the Togaviridae, Reoviridae and Rhabdoviridae families, 2 to the Arenaviridae, 1 to the Poxviridae families and the remaining are still unclassified. Twenty tive of the 100 agents are known to be pathogenic to man causing, fever with rash, haemorrhagic disease and encephalitis. Ali 25 viruses can produce human febrile illness, however, Oropouche virus is the principal that is responsible for this clinical picture, and has caused extensive outbreaks during which thousands of persons were infected; despite the fact that some patients severely ill, no deaths have been recorded. Mayaro virus is the only arbovirus in the Amazon region known to induce fever with rash; in the 1978 epidemic of Mayaro in Belterra, patients exhibited intense arthralgia that affected predominantly the joints of the extremities. Yellow fever (YF) is the only arboviral haemorrhagic disease found in the Amazon region where, at present , only lhe jungle cycle is known to occur. Cases of jungle YF are recorded almost every year; they may occur sporadically or in outbreaks. Of the 3 arboviruses responsible for encephalitis -eastern equ ine encephalitis (EEE), western equine encephalitis (WEE), and St. Louis encephalitis (SLE) -only the last has been isolated from persons in the region, but with no signs of encephalitis. Antibodies to these agents have been found in 1 % to 5% of residents, except for lhe town of Cametá, in Pará State, which had a high prevalence of antibody to EEE virus among its inhabitants. Arboviruses in the Amazon region are maintened by different cycles, some complex and not well known, involving many vectors and vertebrate hosts. The chain Haemogogus -primates -Haemagogus is the main mechanism for the maintenance of YF virus, and possibly for Mayaro; nevertheless, the existence of other mechanisms for the persistence of these agents can not be excluded. Haemagogus mosquitoes seem also to be involved in the transmission of Tacaiuma virus. Wild birds act as vertebrate hosts for EEE, WEE, SLE and Turlock viruses, and possibly for others. Rodents or marsupiais are the vertebrate hosts for members of the groups C, Guamá, Capim, Tacaribe and also for some of lhe Phlebotomus fever group. Oropouche and Utinga seem to be associated with sloths and primates, but wild birds might play a role in lhe Oropouche cycle. Reptiles are involved in lhe cycle of member of the Timbó group and of Marco virus, whereas bats seem to be lhe vertebrate's reservoir for 3 ungrouped agents. Several species of mosquitoes of the Culex genus are important vectors for arboviruses in the Amazon regíon, as well as some from the genera Aedes, Psorophora, Sabethes, Wyeomyia and others. The sandfly Lutzomyia flaviscutellata is probably lhe main vector of Pacu( vírus. During urban outbreaks Oropouche virus propagates from man to man mainly through the bite of Culicoides paraensis, however, Culex quinquefasciatus seems to act as a secondary vector.pt_BR
dc.format.mimetypeapplication/pdf-
dc.language.isoporpt_BR
dc.publisherFundação Serviços de Saúde Públicapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.titleSituação das arboviroses na Região Amazônicapt_BR
dc.typeArtigopt_BR
dc.subject.decsPrimaryArbovirus / classificaçãopt_BR
dc.subject.decsPrimaryEstudos Epidemiológicospt_BR
dc.subject.decsPrimaryAnticorpospt_BR
dc.subject.decsPrimaryBrasil (BR)pt_BR
dc.creator.affilliationMinistério da Saúde. Fundação Serviços de Saúde Pública. Instituto Evandro Chagas. Belém, Pa, Brasil.pt_BR


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